HomeBlog › Gigantes do Marketing
Gigantes do Marketing

Ryan Deiss: a técnica por trás de US$ 8,2 milhões em anúncios e US$ 54 milhões em receita

Mensagem como segmentação, conteúdo para acelerar confiança e uma campanha que encontra quem já está pronto para comprar.

22 de agosto de 2026Rodrigo Castro14 min de leitura
Capa editorial com uma fotografia de Ryan Deiss e os principais números analisados no artigo

Ryan Deiss: a técnica por trás de US$ 8,2 milhões em anúncios e US$ 54 milhões em receita é o ponto central deste guia. Aqui você vai entender o conceito, reconhecer quando ele aparece na jornada de compra e transformar esse entendimento em uma decisão prática.

Este tema faz parte de uma estratégia maior. Veja também marketing para infoprodutores para entender como ele se conecta ao marketing para infoprodutores.

Ryan Deiss: a técnica por trás de US$ 8,2 milhões em anúncios e US$ 54 milhões em receita é o ponto central deste guia. Aqui você vai entender o conceito, reconhecer quando ele aparece na jornada de compra e transformar esse entendimento em uma decisão prática.

Ryan Deiss abre um de seus vídeos com uma conta difícil de ignorar: US$ 8,2 milhões investidos em anúncios, US$ 54 milhões gerados e 378.650 leads. Em seguida, ele explica o sistema usado por sua equipe para transformar mídia, mensagem, conteúdo e e-mail em aquisição de clientes.

O número chama atenção. A parte que merece estudo vem depois. Ryan não apresenta um criativo secreto, uma segmentação escondida ou um botão novo dentro da Meta. Ele organiza a estratégia em três decisões: usar a mensagem para selecionar o público, facilitar o consumo de conteúdo e separar os leads pelo momento de compra.

É aí que o caso interessa ao infoprodutor. A escala muda, mas o raciocínio cabe em uma campanha de curso, comunidade ou mentoria. Dá para observar o que o público fala, testar mensagens com orçamento controlado, usar o conteúdo que já provou interesse e conversar com quem levantou a mão.

Ryan não encontrou uma frase que vende US$ 54 milhões. Ele conectou pequenas decisões que impedem o dinheiro da mídia de cair num buraco.

Antes da técnica de Ryan Deiss, uma limpeza nos números

No vídeo, Ryan afirma que ele e seus sócios administram 17 empresas dentro de um grupo de US$ 200 milhões. Uma delas é a DigitalMarketer. Os resultados de mídia teriam vindo desse conjunto de operações.

Os valores aparecem no canal de Ryan, em uma publicação no X e na divulgação de uma palestra da HighLevel. Essa repetição confirma que a declaração existe. Ainda falta uma camada para tratá-la como prova auditada: acesso às contas, período completo, modelo de atribuição e demonstrações financeiras.

Como ler este estudo de caso

Os números são resultados declarados publicamente por Ryan Deiss e parceiros comerciais. O artigo analisa o método apresentado por ele. Onde falta prova independente, a limitação aparece de forma explícita.

Também existe uma diferença importante entre receita, ROAS e lucro. Dividir US$ 54 milhões por US$ 8,2 milhões produz aproximadamente 6,59. Esse é um cálculo de receita por dólar de mídia, próximo do que o mercado chama de ROAS. Para calcular ROI e lucro, precisaríamos conhecer custos de equipe, entrega, comissão, imposto, tecnologia e reembolso.

Mídia declaradaUS$ 8,2 miValor apresentado por Ryan como investimento em anúncios.
Receita declaradaUS$ 54 miReceita atribuída às campanhas segundo a apresentação.
Leads declarados378.650Número exato citado por Ryan no vídeo.
Conta derivada6,59xReceita dividida pelo gasto de mídia. Isso não representa margem ou lucro.

Outra conta útil é o custo médio por lead: cerca de US$ 21,66. A receita média por lead ficaria em US$ 142,61. São médias do conjunto. Elas não revelam a distribuição entre empresas, ofertas, canais ou períodos.

Lição 1: quando a mensagem começa a fazer o trabalho da segmentação

Ryan resume a mudança com uma frase: “targeting is dead”. A leitura literal exagera. Meta e Google continuam oferecendo públicos, sinais, otimização e modelos de entrega. O ponto dele está na perda de precisão do microdirecionamento e no peso que o criativo ganhou para encontrar compradores.

A lógica é simples. Se o anúncio fala com qualquer pessoa, o algoritmo recebe sinais misturados. Quando a abertura descreve uma pessoa, uma situação e um problema reconhecível, parte do público passa reto. Outra parte para porque se viu ali.

Ryan apresenta três caminhos para fazer isso.

1. Chamada direta para o público

O anúncio começa dizendo com quem quer conversar: donos de cachorro, mães de uma região ou empresários de sete dígitos são os exemplos usados no vídeo. Para um infoprodutor, a mesma estrutura pode ganhar mais precisão:

Exemplo para mentoria

Você vende uma mentoria, investe em tráfego e ainda depende de conversa no direct para explicar por que ela custa R$ 2 mil?

A mensagem combina público, oferta, canal e dificuldade. Quem vive a situação reconhece o contexto antes de receber a promessa.

2. Declaração do problema nas palavras do cliente

Ryan chama esse formato de problem statement ad. Em português, anúncio de declaração de problema. A abertura reproduz uma frase que o cliente usaria para contar o que está acontecendo.

As melhores fontes estão perto da venda: conversas do WhatsApp, gravações comerciais, suporte, comentários, formulários e entrevistas. Ryan também sugere usar IA para ampliar a lista. Só que existe uma ordem. Primeiro vem a linguagem real. Depois, a IA ajuda a gerar variações que serão comparadas com essa base.

Ele recomenda levantar cerca de 30 declarações e executar testes simples durante cinco dias, com o mesmo orçamento por conjunto. O objetivo é comparar taxa de clique e custo por clique. Design elaborado entra depois. Nesse momento, a pergunta é: qual problema faz a pessoa certa parar?

3. Transformar o conteúdo vencedor em anúncio

O terceiro caminho aproveita uma prova que muita empresa ignora. Quando um post orgânico supera o padrão, ele já mostrou capacidade de interromper a rolagem e manter interesse.

Ryan orienta recriar esse post como anúncio, acrescentar um CTA e colocar verba depois do pico orgânico. A ideia conversa com o diagnóstico de conteúdos que recebem visualização e geram poucos clientes. Alcance mostra atenção. Para virar aquisição, a peça precisa oferecer um próximo passo.

O teste por elemento

A HighLevel divulgou essa abordagem como atomic testing. Em termos simples: isole uma variável, mantenha o restante estável e descubra qual mensagem altera o comportamento. Mudar público, gancho, imagem, promessa e CTA de uma vez impede saber o que funcionou.

Lição 2: conteúdo em sequência para encurtar a distância até a compra

Gerar 378.650 leads cria outro problema: o lead ainda precisa comprar. Segundo Ryan, os ciclos de venda ficaram mais longos. Ele associa esse movimento ao cuidado com o dinheiro e à queda de confiança.

Pressão e desconto podem produzir uma alta imediata. Também podem aumentar arrependimento, reembolso e desgaste de marca. A alternativa apresentada por ele é o content binging: fazer a pessoa consumir vários conteúdos da marca em um intervalo curto.

Em vez de construir uma biblioteca sem caminho, Ryan sugere uma arquitetura:

  1. Escolha um conteúdo central que articule seu valor: aula, webinar, palestra, relatório ou estudo de caso.
  2. Deixe esse material aberto, sem formulário bloqueando o acesso.
  3. Separe de cinco a sete perguntas ou ideias que merecem aprofundamento.
  4. Transforme cada uma em um conteúdo próprio.
  5. Faça cada peça conduzir de volta ao conteúdo central.

Ryan escolhe o YouTube como sede dessa “fábrica de maratona” porque a plataforma recomenda vídeos relacionados. Para quem ainda não possui canal, o princípio funciona com artigo central, Reels, e-mails e carrosséis conectados. O canal muda. A sequência precisa permanecer.

Esse é um ponto importante para o infoprodutor. Um feed cheio não garante que alguém entenda sua tese. Um conjunto pequeno, com ordem e continuidade, permite que o público caminhe da identificação até a confiança.

A regra 7-11-4 pede um aviso

No vídeo, Ryan atribui ao Google uma regra segundo a qual o consumidor precisaria de sete horas de conteúdo, 11 interações e quatro locais antes da compra. O conceito circula há anos, mas não encontramos uma publicação original do Google que confirme essa fórmula exata.

Pesquisas oficiais do Google sustentam a ideia mais ampla: jornadas de compra envolvem exploração, avaliação e diversos pontos de contato. O estudo sobre o “meio confuso” da decisão mostra esse caminho como um ciclo, em vez de uma linha reta. Os números 7-11-4 funcionam melhor como referência de frequência e presença, sem valor de lei.

A contribuição do conteúdo em sequência não depende de contar sete horas no cronômetro. Ela depende de reduzir as perguntas que mantêm o comprador parado.

Lição 3: aquisição parece mais uma panela de pipoca do que um funil

A terceira parte da técnica de Ryan Deiss troca a imagem do funil por uma panela de pipoca. Todos os grãos recebem calor. Alguns estouram rápido, outros depois e alguns permanecem no fundo.

Na lista de leads, ele enxerga três grupos:

Agora

Pessoas prontas, dispostas e capazes de comprar neste momento. Ainda podem escolher um concorrente.

Depois

A maior parte da base. Existe aderência, mas ainda faltam prioridade, confiança, condição ou momento.

Nunca

Contatos que dificilmente comprarão, mesmo permanecendo na lista.

Daí nascem dois erros. O primeiro é aumentar o calor com promoção atrás de promoção. Parte dos leads compra; outra parte se cansa. O segundo é desligar o calor, parar de enviar conteúdo e deixar quem compraria depois esquecer a marca.

O equilíbrio vem de uma campanha de segmentação. Em vez de vender para a base inteira, a empresa convida quem busca um resultado específico, dentro de um prazo, a levantar a mão.

Modelo adaptado

Estou procurando cinco infoprodutores que querem identificar por que seus anúncios geram clique e não venda antes do próximo lançamento. Se esse é o seu momento, responda “quero entender” e eu envio os detalhes.

A resposta faz a segmentação. Quem levantou a mão recebe uma conversa comercial. Quem ignorou continua no conteúdo. Ryan afirma que, em determinado momento, entre 3% e 6% da lista costuma estar pronta para comprar. Esse intervalo também é um dado declarado por ele, sem base pública que permita generalizar para qualquer negócio.

Essa leitura complementa a análise de gargalos no funil de vendas. O funil continua útil para medir etapas. A panela explica melhor por que pessoas expostas à mesma campanha decidem em ritmos diferentes.

O sistema completo por trás dos US$ 54 milhões

As três lições formam uma sequência. Quando aparecem separadas, viram dicas. Quando são conectadas, cada etapa prepara a seguinte.

1. MensagemEncontra identificação
2. ConteúdoConstrói contexto
3. SegmentaçãoEncontra prontidão

A mensagem filtra quem reconhece o problema. O conteúdo ajuda essa pessoa a compreender a causa, o método e a oferta. A campanha de segmentação encontra quem já atingiu o momento de compra. A venda recebe menos pressão porque parte da decisão aconteceu antes.

Também existe um quarto elemento por baixo de tudo: medição. No final do vídeo, Ryan diz que o “gênio do marketing” está no painel de indicadores. A frase ajuda a entender por que o método começa com testes pequenos. A opinião produz hipóteses. A resposta do público decide o que merece escala.

O cuidado está em escolher o indicador certo. Clique barato pode trazer curiosidade sem aderência. Lead barato pode encher a lista e não gerar receita. Por isso, acompanhe a mensagem desde o anúncio até a venda. O artigo sobre cliques sem vendas mostra onde procurar quando a campanha chama atenção e perde força depois.

Como adaptar a técnica de Ryan Deiss a um infoproduto

Copiar o orçamento não faz sentido. Copiar a ordem das decisões, sim. Um teste pode começar com a estrutura abaixo:

  1. Colete linguagem: separe 20 frases de leads, alunos, suporte, comentários e calls.
  2. Organize problemas: agrupe as frases por situação, causa percebida e consequência.
  3. Crie variações: transforme os grupos em chamadas diretas e declarações de problema.
  4. Teste uma mudança por vez: mantenha formato, público, período e orçamento comparáveis.
  5. Observe além do clique: registre lead, consumo do conteúdo, resposta e venda.
  6. Monte uma peça central: grave ou escreva o conteúdo que melhor explica sua tese.
  7. Crie cinco derivações: responda objeções e direcione cada conteúdo para a peça central.
  8. Envie o convite: peça que quem busca um resultado dentro de um prazo responda ou clique.
  9. Separe a conversa: venda para quem sinalizou prontidão e nutra o restante.

Se a campanha ainda mistura gancho, promessa, prova e CTA, comece pelo artigo sobre blocos de persuasão e frameworks. Ele ajuda a separar a função de cada parte antes do teste.

O que realmente merece ser copiado

O caso de Ryan Deiss ganha força pelos números. A aplicação nasce do processo. Ele escuta a linguagem do cliente, transforma fala em hipótese, coloca dinheiro no teste, usa conteúdo para ampliar compreensão e espera o sinal de prontidão antes de vender com mais intensidade.

Tem uma disciplina por trás disso: cada etapa produz informação para a seguinte. O anúncio revela qual problema chama atenção. O conteúdo mostra quais dúvidas permanecem. A campanha de segmentação revela quem quer conversar agora. A venda devolve novas frases para os próximos anúncios.

Esse ciclo oferece uma resposta mais útil do que procurar o criativo vencedor de outra empresa. O criativo envelhece. O sistema continua aprendendo.

Perguntas frequentes sobre Ryan Deiss e a técnica

Os US$ 8,2 milhões e US$ 54 milhões foram auditados?

Os valores foram divulgados por Ryan e repetidos por parceiros comerciais. Não encontramos demonstração financeira ou auditoria independente publicada. Por isso, o artigo trata os números como declaração pública.

A frase “targeting is dead” deve ser entendida literalmente?

Não. As plataformas continuam oferecendo segmentação e otimização. Ryan usa a frase para defender que a mensagem do anúncio ganhou peso na seleção do público.

O que é content binging?

É o consumo de vários conteúdos de uma marca em sequência. Ryan propõe uma peça central aberta e de cinco a sete conteúdos derivados que conduzem de volta ao material principal.

O que é uma campanha de segmentação?

É um convite para que pessoas interessadas em um resultado e prazo específicos levantem a mão. Quem responde entra na conversa comercial. Os demais continuam recebendo conteúdo.

Fontes e referências

Próximo passo

Comece pela frase que seu cliente já disse.

Separe dez conversas recentes e procure o problema que aparece com palavras parecidas. Depois, use o Guia Prático Persuasão pra Vender Todo Santo Dia para organizar mensagem, argumento e próximo passo antes de colocar dinheiro no teste.

Ao revisar o material, volte a Ryan Deiss: a técnica por trás de US$ 8,2 milhões em anúncios e US$ 54 milhões em receita e confirme se a promessa, a prova e o próximo passo continuam coerentes.