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Copywriting + Pesquisa

Como fazer research para copywriting: passo a passo antes de escrever

O que pesquisar sobre produto, cliente, concorrentes, problema e provas para chegar à página em branco com argumentos em vez de achismos.

Por Rodrigo Castro31 de agosto de 2026Leitura: ~11 min
Como fazer research para copywriting

Como fazer research para copywriting : passo a passo antes de escrever é o ponto central deste guia. Aqui você vai entender o conceito, reconhecer quando ele aparece na jornada de compra e transformar esse entendimento em uma decisão prática.

Antes de escrever, vale entender profundamente o público, suas dores e sua linguagem. Isso faz parte de uma pesquisa para criar marketing mais relevante.

Como fazer research para copywriting : passo a passo antes de escrever é o ponto central deste guia. Aqui você vai entender o conceito, reconhecer quando ele aparece na jornada de compra e transformar esse entendimento em uma decisão prática.

Abrir o documento e começar pela headline parece produtivo. Só que, quando você ainda não entende bem o produto, o cliente e o problema, a escrita vira uma sequência de tentativas.

No Guia Prático MPMV, essa etapa recebe o nome de research: pesquisa. A proposta é conhecer o produto, os concorrentes, o cliente ideal e o problema que a oferta resolve antes de procurar frases para vender.

A folha em branco fica muito mais simples quando você chega nela com matéria-prima.

Este tutorial organiza essa pesquisa em um processo que você pode repetir antes de escrever anúncio, página de vendas, e-mail, roteiro ou oferta.

Resposta direta: como fazer research para copywriting

Comece por seis frentes: produto, cliente, problema, concorrência, linguagem e prova. Em cada uma, registre fatos, frases, dúvidas e exemplos. Depois, transforme esse material em um documento de pesquisa com os pontos que a copy precisa explicar, provar e conduzir.

1
Produto

Entenda entrega, formato, mecanismo, limites e o que muda para o cliente.

2
Cliente

Mapeie situação, conhecimento, tentativas, desejos e critérios de decisão.

3
Problema

Descubra como ele aparece na rotina e qual consequência o cliente reconhece.

4
Concorrência

Veja quais alternativas o mercado oferece e quais argumentos já estão sendo usados.

5
Linguagem

Guarde palavras e perguntas que o próprio público usa para descrever a situação.

6
Provas

Separe demonstrações, resultados documentados, depoimentos, dados e exemplos que sustentem o que você pretende afirmar.

1. Comece pelo produto

Antes de vender uma coisa, você precisa conseguir explicá-la sem depender de slogan.

Pegue o produto e responda:

  • O que exatamente o cliente recebe?
  • Como essa entrega funciona?
  • Qual problema ela tenta resolver?
  • Que parte da entrega gera cada benefício?
  • O que o produto exige do cliente?
  • Quais resultados a entrega consegue sustentar e quais ela não pode prometer?

Esse último ponto evita um problema comum: a copy começa a prometer além da entrega porque o escritor conhece mais a ambição da campanha do que o produto.

Onde procurar: página atual, checkout, aulas, módulos, manual, onboarding, contrato, FAQ, gravações de demonstração e conversa com quem entrega o produto.

Se você trava aqui, vale passar antes pelo artigo Como transformar características em benefícios. Ele ajuda a ligar aquilo que existe no produto à consequência que o cliente percebe.

2. Pesquise o cliente pela situação em que ele vive

Idade, cidade e profissão podem ajudar em alguns mercados. Para a copy, a situação costuma render mais matéria-prima.

Imagine dois infoprodutores com idades e faturamentos diferentes. Os dois podem estar vivendo a mesma cena: anúncio recebe clique, a página recebe visita e o lead não entra.

Essa situação cria perguntas muito mais úteis:

  • O que ele já percebeu?
  • O que ele acredita estar causando o problema?
  • O que já tentou?
  • Qual solução conhece?
  • O que faria ele considerar uma solução agora?
  • Que dúvida aparece antes da compra?

Onde procurar: conversas de vendas, atendimento, suporte, comentários, respostas de caixinha, avaliações, pesquisas com clientes e perguntas recebidas no direct.

O objetivo é chegar perto da forma como a pessoa pensa. Isso também ajuda a ajustar a mensagem ao nível de consciência do público, tema aprofundado em Persuasão para infoprodutores.

3. Desmonte o problema em cenas

“Quero vender mais” serve para quase qualquer negócio. A pesquisa precisa cavar até encontrar situações que o cliente reconhece.

Formulação amplaCena que dá matéria-prima para a copy
Meu marketing não funcionaO anúncio recebe clique, mas a página termina a semana sem novos leads.
Minha oferta está fracaO cliente pergunta preço e some antes de entender o que está incluído.
Quero melhorar minha copyA página repete benefícios, mas quase não apresenta prova para as afirmações.

Quando o problema vira cena, você ganha vocabulário para headline, lead, exemplo, objeção e CTA.

4. Estude concorrentes sem copiar a copy deles

Concorrência mostra como o mercado está organizando a promessa, a oferta e a comparação.

Abra algumas páginas e registre:

  • Qual problema cada empresa coloca na frente?
  • Qual resultado promete?
  • Como explica o método ou a entrega?
  • Que provas apresenta?
  • Quais objeções responde?
  • Como organiza preço, bônus, garantia e CTA?

Depois compare os padrões. Se todos usam a mesma promessa, isso é um dado sobre o mercado. Ainda falta descobrir se seu produto tem uma razão real para entrar por outro ângulo.

Onde procurar: páginas de vendas, anúncios em circulação, e-mails públicos, perfis, conteúdos, webinars, páginas de checkout e avaliações das soluções.

O trabalho aqui é entender o terreno. A frase final continua precisando nascer do seu produto, da sua prova e do seu público.

5. Colete linguagem do cliente

Durante o research, algumas frases merecem ser copiadas exatamente para o seu documento interno: perguntas, reclamações, comparações e palavras recorrentes do público.

Exemplo hipotético

Em vez de resumir dez comentários como “o público tem objeção de tempo”, guarde também frases como:

“Eu até quero fazer, só não sei onde vou encaixar isso na rotina.”

Essa frase mostra a objeção e o jeito como ela aparece na cabeça da pessoa.

Depois, você pode transformar essa matéria-prima em uma resposta da sua própria voz. O objetivo não é montar uma colagem de comentários. É compreender o vocabulário, o medo e a pergunta por trás deles.

6. Monte um inventário de provas

Quando a copy afirma alguma coisa, o leitor pode perguntar: “por que eu deveria acreditar?”. O research precisa antecipar essa pergunta.

Crie uma pasta ou seção com:

  • depoimentos autorizados;
  • cases documentados;
  • prints e demonstrações que podem ser publicados;
  • números cuja origem você consegue conferir;
  • dados internos relevantes;
  • credenciais confirmadas;
  • garantia e condições reais;
  • limites que precisam aparecer na comunicação.

O Guia MPMV trata prova como parte da construção de autoridade. A regra prática é simples: cada afirmação importante precisa ter sustentação compatível com o que está sendo dito.

7. Transforme a pesquisa em um documento de research

Você pesquisou bastante. Agora precisa conseguir usar o material.

Organize o arquivo nesta ordem:

SeçãoO que registrar
ProdutoEntrega, formato, mecanismo, características, benefícios e limites.
ClienteSituação, consciência, desejos, tentativas e critérios de decisão.
ProblemaCenas, consequências, dúvidas e prioridades.
LinguagemFrases, perguntas, termos e comparações encontradas na pesquisa.
ConcorrênciaPromessas, mecanismos, ofertas, provas, preço e padrões do mercado.
ObjeçõesMotivos que podem interromper a decisão e material disponível para respondê-los.
ProvasCases, dados, demonstrações, depoimentos, garantias e fontes.
HipótesesPontos que parecem importantes, mas ainda precisam de validação.

Essa última seção importa. Research também serve para separar aquilo que você sabe daquilo que ainda está supondo.

8. Só então comece a escrever

Agora você tem um monte de peças na mesa. A escrita passa a ser um trabalho de seleção e ordem.

Para uma página de vendas, por exemplo, você pode procurar no documento:

  • uma situação reconhecível para abrir;
  • uma promessa que o produto consegue sustentar;
  • um mecanismo que explique a entrega;
  • benefícios ligados às características;
  • provas para as afirmações principais;
  • objeções que precisam ser respondidas;
  • uma ação final coerente com a oferta.

Essa lógica conversa diretamente com o passo a passo de Como escrever uma oferta que vende.

Quanto tempo deve durar um research?

Não existe um número único que sirva para todo projeto. Um anúncio para uma oferta conhecida pode usar pesquisa já acumulada. Uma página para um produto novo pode exigir entrevistas, leitura de materiais e revisão de provas antes da primeira linha.

Use um critério de saída: você consegue explicar o produto, a situação do cliente, as alternativas, as objeções e as provas sem preencher lacunas com invenção?

Quando a resposta é sim, você tem base para começar uma versão. Os testes depois mostram onde a pesquisa ainda precisa ser aprofundada.

Checklist antes de abrir a copy

  • Eu sei o que o produto entrega?
  • Consigo ligar as principais características a benefícios?
  • Sei qual situação do cliente quero abordar?
  • Registrei o que ele já tentou e o que já conhece?
  • Tenho linguagem real do público para consultar?
  • Analisei alternativas e concorrentes?
  • Listei as objeções que podem travar a decisão?
  • Tenho prova para as afirmações que pretendo usar?
  • Separei fatos de hipóteses?
  • Consigo resumir a direção da copy antes de escrever?

Perguntas frequentes sobre research para copywriting

O que é research em copywriting?

Research é a etapa de pesquisa usada para reunir matéria-prima antes da escrita. No método MPMV, ela cobre produto, concorrentes, cliente ideal e o problema que o produto resolve.

O que pesquisar antes de escrever uma copy?

Pesquise a entrega do produto, o problema atendido, o público, a linguagem do cliente, alternativas existentes, objeções, provas e argumentos que podem sustentar a comunicação.

Onde procurar informações para o research?

Uma rotina prática pode combinar materiais do produto, conversas de vendas e suporte, comentários e avaliações de clientes, páginas de concorrentes, anúncios, comunidades e resultados já documentados pela empresa.

Quando o research está pronto?

Quando você consegue explicar para quem vende, qual situação essa pessoa vive, o que o produto entrega, quais dúvidas precisam ser respondidas e quais provas sustentam os principais argumentos.

Research substitui teste de copy?

A pesquisa melhora a matéria-prima e reduz suposições. Depois da publicação, dados do canal e do funil ajudam a validar a comunicação e indicar novas perguntas de pesquisa.

Fonte principal e leituras relacionadas

Próximo passo

Faça a pesquisa antes de tentar deixar a frase bonita.

Produto, cliente, problema e prova dão direção para a copy. Para continuar montando seus argumentos, baixe gratuitamente o Guia Prático Persuasão pra Vender Todo Santo Dia →

Ao revisar o material, volte a Como fazer research para copywriting : passo a passo antes de escrever e confirme se a promessa, a prova e o próximo passo continuam coerentes.